Questoes sobre Filosofia Política

12.06.2013 21:17

1.      Qual é a concepção que Aristóteles tinha da política?

Aristóteles tinha uma concepção da práxis e da poiesis

Práxis como uma determinação a partir do ethos particularizado inserido numa atividade humana comunitária. Dentro da práxis está o caráter ético da realidade política. (agir comum)

Poiesis é a dimensão técnica da política. O produto da atividade política deve obedecer não somente ás regras da justiça, mas também ás da eficácia. (a política resulta em obras)

A dimensão práxis e poiesis são distintas, sendo que a poiesis (dimensão técnica) está submetida à práxis (dimensão ética).

Aristóteles aborda a política sob a categoria a da práxis, como uma  particularização de ethos numa determinada região da atividade humana, a práxis comunitária. Com isso, ele confere automaticamente á realidade política um caráter ético. Pertence à política, como ciência do ethos político, fundamentar racionalmente a convencia social, ou seja, o existir e agir em comum, a partir do livre consenso.

É através de sua participação na vida da polis que o indivíduo realiza a sua liberdade, enquanto o bem comum coincide com o seu próprio bem.

Assim entendida, a política representa o esforço de ordenar racionalmente a associação dos indivíduos, decorrente de uma necessidade.

2.      O que provoca na sociedade a crise do ethos político?

A crise do ethos político resulta do abalo dos valores, que até então orientavam a vida pública.

A crise se instala efetivamente à medida que a sociedade toma consciência da perda da sua identidade cultural.

Quando as pessoas não acreditam mais nos valores que orientam a vida pública, as instituições já não correspondem ás aspirações dos cidadãos, aí acontece a crise do ethos político. Collor de Mello.

3.      Como é defendida a justiça no seio de uma sociedade individualista?

A justiça se define por um conjunto de regras que permitem cada um obter o que deseja (o que corresponde).

Trata-se de estabelecer de comum acordo quais as regras que mais favorecem este objetivo através da cooperação recíproca. Nesse caso, é uma justiça que visa os próprios interesses. As pessoas estão preocupadas em satisfazer apenas seus próprios interesses. Quem comete a injustiça sem que ninguém a perceba não sobre qualquer prejuízo.

A perspectiva da punição do erro constitui a única motivação para a prática da justiça.

4.      Como Gilles Lipovetsky compreende a evolução do individualismo no Ocidente?

Para Gilles há uma continuidade entre modernidade e a pós-modernidade. Na modernidade o individuo manifesta sua autonomia juntamente com o vínculo social, do poder político, da lei civil. Ex: Nos anos 60 as pessoas se uniam para lutar por objetivos sociais.

Entretanto, à medida que o indivíduo manifesto sua autonomia, o individualismo tende a acentuar a individualidade em todas as esferas da vida social. Resistindo ao institucional e a qualquer tipo de compromisso ou projeto coletivo, o indivíduo instala-se fragmentário, provisório, espontâneo da realização dos próprios desejos.

Antes se lutava a suma liberdade individual, que hoje se tornou um individualismo.

5.      A reforma das instituições brasileiras, segundo o texto, garante pó si mesma o reinado da justiça entra nós? Explique.

Não. Porque não adianta uma reforma das instituições sem haver uma mudança de mentalidade das pessoas, pois as leis são boas e nos beneficiam, mas elas na sua maioria constam apenas no papel.

Ex.: Inclusão dos portadores de necessidade ou APAC.

6.      Resuma as propostas dos pensadores Bellah e Habermas que dizem respeito a possibilidade de se fundamental um ethos para a sociedade do futuro.

- Habermas: o individualismo não responde ás exigências de uma sociedade verdadeiramente humana. Desumanização da sociedade moderna. Produze crise de valores.

-O ethos individualista é incapaz de dar qualidade de vida.

 - Bellah: compromisso comunitário, sociedade livre e pacífica.

ü  O individualismo, realização da existência.

ü  Há falta de padrões comunitários.

ü  Viver valores, mas comunitários.

ü  Fornecer dignidade e autonomia individuais.

ü  Solidariedade.

ü  Mudança do ethos: revolução cultural para uma sociedade mas humana.  Mas valores comunitários. Co-extensivos. Responsabilidade social e o primado do bem comum. Revitalização das tradições.

7.      Que relações o texto estabelece entre razão violência a política?

A política pretende suprimir a violência pela força da razão, mas, enquanto dá razão ao poder constituído, ela cria uma nova possibilidade de violência, inerente a própria racionalidade da política. A relação é que uma se utiliza a outra para praticar a justiça, ou seja, violência para combater a violência.

8.      É possível, segundo o texto, encontrar na tradição religiosa as bases para uma sociedade mais humana?

Não, pois a redescoberta de um sentido comum para a vida social não ocorre através da iniciativa humana, mas a partir de uma revelação, que não está sobre seu domínio e que lhe cabe somente colaborar.

A modernidade questiona toda legitimação de autoridade tradicional, as explicações míticas e religiosas são substituídas pelas explicações cientificas.

A ciência é única forma válida do conhecimento.

As questões morais são deixadas em mãos do individuo.

Tudo está subordinado baixo a questão técnica. Não importa crises de valores.

Como é revelação está ligado à Fe.