A ILUSAO DA ALMA
Estudo crítico sobre: “A ILUSAO DA ALMA”, Eduardo Giannetti.
1. O que o autor chama de “crenças espontâneas ou senso comum sobre a relação entre corpo e mente”? Cite e explique. [Pág. 74]
O autor chama de “crenças espontâneas sobre a relação corpo-mente” tudo aquilo que adquiramos como informações desde a nossa primeira infância, reflete aquilo em que acreditamos. Esta rede de crenças está alicerçada em dois pilares:
A crença na existência de dois eventos distintos ocorrendo no mundo (acontecimentos que pertencem ao mundo físico – externo, que podem ser observados e examinados de fora – e que podemos perceber por meio dos nossos sentidos e, por outro lado, acontecimentos que se passam no mundo mental, pessoal e subjetivo, aos quais temos acesso por intermédio de nossa consciência).
A crença de que o mundo físico e o mental não são fechados, mas que interferem, a todo momento, um no outro (o que ocorre no meu organismo influencia o meu mundo mental, porém, o que penso e decido fazer também influenciam os movimentos de meu corpo).
2. Como “as duas abordagens polares” do mentalismo e do fisicalismo são apresentadas no “Fédon” de Platão? Qual destas abordagens é adotada por Sócrates para explicar sua conduta? [Págs. 85 – 92]
Visão fisicalista: uma explicação em termos de causas puramente físicas, como base nos mecanismos que regem o funcionamento de seu corpo e sistema nervos (a alma que olha de fora para dentro).
Visão mentalista: em explicação em termos de causas mentais, como base nos motivos, crenças, intenções e valores de pessoa (a alma que olha de dentro para fora).
Para explicar sua conduta, Sócrates adota o mentalismo, pois afirma que julgou como sendo justo permanecer na prisão, ou seja, que tem, através de estados mentais. Um controle total com relação ao seu corpo.
3. Quais são as combinações e contradições possíveis entre os três elementos da ação mental – o juízo, a vontade e a ação – apontadas no texto? Em que sentido os exemplos dados a esse respeito corroboram a tese fisicalista? [Págs. 106-107]
As combinações e contradições possíveis entre o juízo, à vontade e a ação são várias. Eu posso saber o que é melhor a fazer, ter vontade de fazê-lo, Mas não o conseguir fazer: eu sei que preciso uma dieta, tenho vontade de fazer uma dieta, mas o meu corpo se nega a fazê-la. Este exemplo fortalece ainda mais a tese fisicalista, pós mostra claramente que a mente não tem domínio sobre o corpo.
4. Leia o capítulo 25 [p. 113 – 120] do livro e responde; qual é a posição adotada pelo autor/personagem frente à querela mentalismo versus fisicalismo? Por que?
Sua posição é a de um FISICALISTA. A qual resulta de um longo e profundo processo de pesquisas relacionadas ao tema e que, por isso, partindo de suas próprias experiências, o autor é convencido pelo poder do fisicalismo.
5. “Como entender a absoluta indiferença emotiva de Sócrates diante da própria morte?” Responda a questão, formulada pelo autor no texto, tanto sob a perspectiva mentalista quando sob a fisicalista. [Pag. 147 ss]
Numa perspectiva MENTALISTA: Sócrates acredita que é a alma que rege o corpo por isso julga que teve liberdade de escolha diante de suas concepções morais, desprezando todos os prazeres terrenos. Por isso, confiante na imortalidade da alma, ele não teme à morte e toma a cicuta “tranquilamente”.
Numa perspectiva FISICALISTA: Ao contrario do que pensava Sócrates, aqui é o cérebro que controla a mente. Sua decisão se deu graças a algumas sinapses cerebrais. Sendo assim, podemos levar consideração sua idade avançada, que seria o real motivo de sua indiferença diante da morte.
6. Que considerações levam o autor a concluir que “a realidade objetiva não é toda a realidade” [p. 152] Explique.
O autor afirma que a realidade objetiva não é a única realidade, para isso ele defende a existência de uma realidade mental, ou seja, algo subjetivo que existe apesar de não poder ser observada publicamente, pois ela está fechada na interioridade de cada um de nós.
7. Como entender a afirmação segundo a qual a mente é um “epifenomeno” do cérebro? [P. 164; 177]
Epifenomeno: Fenômeno superficial. Sendo assim, nossos estados mentais não passam de manifestações em nossa consciência que ocorrem de maneira automática no órgão cerebral.
8. Cite e exemplifique pelo menos dois exemplos dados no texto para demonstrar a validade da tese fisicalista. [p. 165 – 169]
Do relâmpago ao voo da libélula, tudo o que acontece no mundo físico é passível de explicação mediante a explicitação de leis e princípios físicos.
